Estas são as dúvidas que aparecem sem parar nas minhas ligações, com a mesma resposta que eu dou por telefone. Procure a sua ou veja por tema.
Antes de começar
Comparo os planos disponíveis na sua região, explico o que cada um cobre e cuido da papelada da inscrição. Depois continuo sendo seu ponto de contato se algo der errado durante o ano.
Nada. Quem paga as corretoras é a seguradora com que o cliente se inscreve, não o cliente. O plano custa o mesmo se você contratar comigo, por conta própria ou com outro corretor.
De uma comissão paga pela seguradora, definida de antemão e que não muda conforme o plano que você escolher. Por isso eu não ganho mais por te vender algo mais caro.
Não. Muitas ligações terminam comigo explicando que você já tem o que precisa, ou que é melhor esperar. Isso também é fazer o meu trabalho.
Você pode verificar antes de me contar qualquer coisa. No NIPR.com se busca pelo NPN e aparece o nome do corretor e os estados onde ele está autorizado. O meu é 18106026.
CEP, idades de quem vai no plano e uma estimativa de renda do domicílio. Com isso já saem opções reais. O número de Seguro Social só é preciso na inscrição, não antes.
Porque os planos são montados por condado. Duas cidades do mesmo estado podem ter seguradoras, redes e preços diferentes, então sem o CEP eu não consigo te dizer nada concreto.
Depende do estado. Um corretor precisa de licença no estado onde o cliente mora. Os estados em que estou autorizada aparecem publicamente pelo meu NPN no NIPR.com, e se o seu não estiver eu digo na primeira ligação.
Em espanhol, em inglês e em português. Você pode fazer a ligação no idioma em que se sentir confortável, e eu reviso a papelada com você nesse mesmo idioma.
Não. No ano seguinte os planos mudam preços e redes, e é preciso revisar. Além disso, se recusarem uma receita sua ou chegar uma conta estranha, é aí que vale mesmo ter alguém para ligar.
Sim. É um trâmite simples e não afeta seu plano nem sua cobertura: muda quem te assessora, não o que você tem contratado.
Não, e ninguém vende. Trabalho com as companhias com que tenho contrato em cada região. Por isso convém você saber que existem outras opções e onde consultá-las.
Obamacare e o Mercado
É o nome popular da lei que criou o Mercado de Seguros, onde uma pessoa sem seguro do trabalho pode comprar um plano de saúde e, conforme sua renda, receber ajuda do governo para pagar.
O período aberto federal vai de 1º de novembro a 15 de janeiro. Fora dessas datas é preciso um evento de vida que abra um período especial.
Se você se inscrever até 15 de dezembro, normalmente começa em 1º de janeiro. Entre 16 de dezembro e 15 de janeiro, começa em 1º de fevereiro.
Uma janela que se abre quando muda algo importante na sua vida: uma mudança de endereço, perder o seguro do trabalho, casar, ter um filho. Costuma durar sessenta dias desde essa mudança.
Não. Nos planos do Mercado não podem te negar cobertura nem cobrar mais por uma condição preexistente, e também não podem excluí-la do plano.
Não é qualidade, é divisão de custos. Em média, o bronze cobre cerca de 60 por cento dos gastos, o prata 70, o ouro 80 e a platina 90. Quanto menos você paga por mês, mais paga ao usar.
Porque são os únicos que podem ter redução de custos compartilhados. Se sua renda está em certa faixa, um plano prata baixa sua franquia e seus copagamentos, e essa ajuda se perde em qualquer outro metal.
São as categorias que todo plano do Mercado precisa cobrir: consultas, urgências, internação, maternidade, saúde mental, remédios, reabilitação, laboratório, prevenção e pediatria.
Só se ele estiver na rede do plano que você escolher. É a primeira coisa que eu confiro, pelo nome e não pela região, porque as redes mudam de um ano para o outro mesmo que o plano continue com o mesmo nome.
É preciso olhar um por um na lista de medicamentos do plano. Dois planos do mesmo preço podem cobrir um remédio de forma muito diferente, ou não cobrir.
Você paga tudo do próprio bolso e terá que esperar o próximo período aberto, salvo se tiver um evento de vida. Ficar doente não abre um período especial.
Pode, mas normalmente não compensa: se seu trabalho oferece cobertura considerada acessível, você perde o direito à ajuda financeira do Mercado e pagaria o plano inteiro.
Medicare
O Medicare vai por idade ou deficiência, não importa quanto você ganha. O Medicaid vai por renda, em qualquer idade. Dá para ter os dois ao mesmo tempo, e essa confusão é a que mais faz perder tempo.
Você tem uma janela de sete meses em volta do seu aniversário de 65: os três meses de antes, o mês do aniversário e os três de depois.
A é hospital, B é médico e consultas, C é o Medicare Advantage, que junta A e B em um plano privado, e D é remédios com receita.
Para a maioria sim, se você ou seu cônjuge trabalharam e contribuíram o suficiente, uns dez anos. Quem não chegou lá paga um prêmio mensal por ela.
Pode ser aplicada uma multa permanente: um acréscimo de dez por cento por cada período completo de doze meses em que você poderia tê-la e não pegou. Paga-se enquanto você tiver a parte B.
Também há multa, e ela cresce com o tempo. É calculada por cada mês em que você ficou sem cobertura de remédios, então sair barato hoje sai caro quando você realmente precisar.
É um plano privado que substitui o Medicare Original: você continua no Medicare, mas sua cobertura é administrada por uma seguradora, quase sempre com rede de médicos e muitas vezes com remédios e extras incluídos.
Porque o Medicare paga à seguradora para te atender. Zero por mês não significa zero ao usar: continuam existindo copagamentos, rede de médicos e um teto anual de gasto que convém olhar.
De 15 de outubro a 7 de dezembro para o ano seguinte. E se você já está em um plano Medicare Advantage, de 1º de janeiro a 31 de março tem mais uma janela para trocar.
O que mais surpreende: dental de rotina, óculos, aparelhos auditivos e cuidado de longo prazo. Alguns planos Advantage acrescentam parte disso, com seus próprios limites.
Depende do tamanho da empresa e do seu seguro atual. Em alguns casos convém adiar sem multa e em outros não, então é uma das decisões que mais vale a pena consultar antes de completar 65.
Não. São caminhos incompatíveis: ou você vai pelo Medicare Original com um Medigap, ou vai por um plano Advantage. Quem te oferecer os dois ao mesmo tempo não está explicando direito.
Medicaid, CHIP e status migratório
É cobertura pública baseada em renda, não em idade. Cada estado define seus próprios limites, então a mesma família pode se qualificar em um estado e não no vizinho.
É o programa de cobertura para crianças de famílias que ganham demais para o Medicaid mas não o suficiente para pagar um plano privado. Muitas famílias se qualificam para o CHIP sem saber.
Sim. Medicaid e CHIP não têm período aberto: solicitam-se quando for preciso, e se você se qualificar a cobertura pode começar logo.
Nos estados que não ampliaram o Medicaid há pessoas que ganham pouco demais para receber ajuda no Mercado e demais para o Medicaid. Ficam no meio, sem nada.
Não. O Mercado exige status de presença legal. Isso não significa que não haja nada: existem clínicas comunitárias, planos privados fora do Mercado e programas estaduais conforme onde você mora.
Em muitos casos sim. Uma criança pode se qualificar para Medicaid ou CHIP conforme o próprio status e a renda do domicílio, mesmo que os pais não se qualifiquem. Vale sempre perguntar.
A regra de carga pública não conta os subsídios do Mercado, e também não conta o Medicaid, salvo o cuidado institucional de longo prazo. Ainda assim, se seu caso migratório está em andamento, consulte um advogado de imigração antes.
Um hospital com pronto-socorro precisa te estabilizar independentemente do seu status ou de você poder pagar. Existe além disso o Medicaid de emergência, que pode cobrir esse atendimento específico.
Muitos residentes precisam esperar cinco anos para o Medicaid, com exceções para crianças, gestantes, refugiados e asilados conforme o estado. Enquanto isso, o Mercado costuma estar disponível.
Em geral sim, e isso abre a porta ao Mercado e à ajuda financeira. Cada categoria migratória tem sua regra, então confirmamos com seu documento em mãos antes de aplicar.
É preciso cancelar o plano do Mercado. Se você ficar com os dois, terá que devolver a ajuda financeira que recebeu durante esses meses na declaração de impostos.
Perder o Medicaid abre um período especial no Mercado. Você tem uma janela para se inscrever sem esperar novembro, e com essa renda costuma haver ajuda financeira.
Suplementares e Medigap
Com esse nome se vendem duas coisas muito diferentes: um Medigap, que cobre o que o Medicare Original deixa para você pagar, e um plano de indenização, que te dá dinheiro fixo quando algo acontece. A primeira coisa que eu faço é descobrir qual estão te oferecendo.
É uma apólice que paga as franquias e cosseguros que o Medicare Original não cobre. Não é um plano de saúde à parte: ele se apoia no Medicare e funciona com qualquer médico que aceite Medicare.
Porque são padronizados por lei. Um plano G cobre a mesma coisa venda quem vender; o que muda entre companhias é o preço e o atendimento, não a cobertura.
Os seis meses que começam quando você tem 65 e sua parte B entra em vigor. Nessa janela não podem te recusar nem cobrar mais pela sua saúde. É a janela que mais gente deixa passar.
Fora dela a seguradora normalmente pode revisar sua saúde e decidir se te aceita e a que preço. Por isso convém decidir o caminho antes de completar 65, não depois.
Não. Os Medigap atuais não incluem remédios: para isso é preciso um plano da parte D à parte. É a surpresa mais comum do primeiro ano.
Um plano que paga um valor combinado quando algo específico acontece, como uma noite de hospital ou um diagnóstico. Esse dinheiro chega a você, não ao hospital, e você usa no que quiser.
Não, e é importante ter isso claro. Ele não cobre os benefícios essenciais nem tem rede de médicos: é um complemento, nunca o seguro principal de uma família.
Medigap não, porque são incompatíveis. Um plano de indenização pode sim conviver com um Advantage, e às vezes faz sentido por causa do teto de gasto anual.
Não. Funciona com qualquer prestador que aceite Medicare no país inteiro, e é justamente isso que as pessoas valorizam quando viajam ou moram em dois estados.
Você pode tentar, mas fora da janela protegida a nova companhia normalmente pode revisar sua saúde. Trocar não é automático como no Medicare Advantage.
Pergunte uma coisa só: cobre uma porcentagem da conta ou me dá um valor fixo? Se não cobre porcentagem e não tem rede, não é cobertura principal, seja qual for o nome.
Dental e visão
Porque nos Estados Unidos são vendidos como produtos diferentes. Salvo para menores, um plano de saúde de adulto não costuma incluir dental, e é preciso contratar separadamente.
Quase sempre em qualquer momento do ano. Diferente do plano médico, o dental não depende do período aberto, e isso dá margem para contratar antes de precisar.
É o tempo de carência. As limpezas costumam estar disponíveis logo, mas coroas, canais e próteses podem levar de seis a doze meses conforme o plano.
Com sinceridade, quase nunca para esse tratamento. O que eu posso fazer é procurar planos com carência curta e te dizer quanto tempo você teria que aguentar antes de usar.
É o máximo que o plano paga no ano inteiro. É o contrário do teto de um plano médico: quando acaba, o resto você paga por inteiro.
O PPO tem rede ampla e divide o custo por porcentagem. O DHMO é mais barato, com tarifas fixas e sem franquia, mas te prende a uma rede específica e a um dentista principal.
Não. Você paga uma mensalidade para acessar preços reduzidos e depois paga o tratamento inteiro por esse preço. Ninguém cobre uma porcentagem por você, e muita gente descobre isso na recepção.
Muitos planos não cobrem repor um dente que já faltava antes da contratação. É uma exclusão frequente que quase nunca aparece no folheto, então eu sempre pergunto.
Sim, existem planos familiares. Nem sempre o mesmo plano sai melhor para todos, então às vezes convém comparar individual contra familiar antes de decidir.
Em alguns planos sim. Quando vem, costuma cobrir um exame anual e uma ajuda para lentes ou armações, com seus próprios limites separados do dental.
Pode valer, porque a maioria dos planos cobre a prevenção completa desde o primeiro dia. É preciso comparar a mensalidade anual com o que custariam essas limpezas pagas avulsas.
Com um PPO normalmente sim, se ele estiver dentro da rede ampla. Com um DHMO você precisa escolher um da rede específica, então eu confiro pelo nome antes de você assinar.
Seguro de vida
Para que o dinheiro que entra em casa não desapareça de uma vez. Ele repõe uma renda, cobre dívidas que ficariam no nome de outros e paga o funeral, que nos Estados Unidos não é barato.
O temporário cobre um número de anos e é bem mais barato. O permanente dura a vida toda e acumula um valor em dinheiro, mas custa bastante mais pelo mesmo valor.
Uma apólice pequena, normalmente de cinco a vinte e cinco mil dólares, pensada só para o funeral e os gastos imediatos. Costuma ser aceita em idades altas e com perguntas de saúde simples.
Depende da sua renda, de quantos anos você quer cobrir e das dívidas que deixaria. Na página de vida há uma calculadora que dá um valor de partida em trinta segundos.
Nem sempre. Existem apólices sem exame, com perguntas de saúde ou até sem perguntas. Quanto menos perguntas, mais cara ela costuma ser e mais limitações tem nos primeiros anos.
Porque a idade é o fator que mais pesa, mais que o peso ou o tabaco. O mesmo seguro contratado cinco anos depois custa bem mais, e essa diferença fica para sempre.
Nas apólices que aceitam qualquer pessoa sem perguntas, se você falecer por doença nos dois primeiros anos elas costumam devolver os prêmios mais uma porcentagem, em vez de pagar o valor completo.
Durante o período de contestação, que costuma ser de dois anos, a seguradora pode verificar se houve informação falsa na solicitação. Por isso convém responder tudo com exatidão, mesmo que pareça atrapalhar.
Quase qualquer pessoa que você indicar, e dá para colocar vários com porcentagens. O importante é revisar depois de um divórcio, um falecimento ou um nascimento, que é quando fica desatualizado.
Em regra o benefício por falecimento não é considerado renda tributável para o beneficiário. Há situações específicas, então em patrimônios grandes convém consultar um contador.
Costuma ser pouco, muitas vezes uma ou duas vezes o salário, e desaparece se você sair da empresa. É um bom extra, mas é frágil como única proteção de uma família.
Sim. Toda apólice tem um período de teste em que você pode devolvê-la e recuperar o que pagou. A duração exata é definida por cada estado, então eu digo a sua antes de você assinar.
Dinheiro, papéis e datas
Calcula-se com sua renda anual estimada e o tamanho do seu domicílio, comparados com o Nível Federal de Pobreza. Na página do Obamacare há uma calculadora que te dá essa porcentagem.
A do domicílio e do ano completo, não a do mês passado. Se você trabalha por conta própria ou suas horas mudam, estima-se o ano inteiro, e essa estimativa pode ser corrigida se mudar.
Na declaração de impostos se ajusta: se você recebeu mais ajuda do que lhe cabia, devolve a diferença. Por isso convém avisar durante o ano assim que a renda mudar.
Então na declaração devolvem para você a parte de ajuda que faltou. Muitas famílias não sabem disso e deixam esse dinheiro sem reclamar.
Sim. Se você recebe ajuda do Mercado e depois não declara, pode perder o direito a essa ajuda no ano seguinte. É um dos erros que saem mais caro e quase ninguém avisa.
A franquia é o que você paga antes de o plano começar a cobrir. O copagamento é o valor fixo por cada consulta ou receita. Dá para ter os dois no mesmo plano.
O limite do que você pode chegar a pagar no ano por serviços cobertos. A partir dali o plano cobre cem por cento, e é o número que de fato te protege de uma desgraça.
Porque a mensalidade é só uma parte. Um plano barato costuma vir com franquia alta e copagamentos altos: se você for ao médico, acaba pagando mais do que com um de mensalidade maior.
Identificação, número de Seguro Social ou documento migratório se aplicável, e comprovante de renda como holerites ou a declaração do ano passado. Às vezes pedem comprovante de endereço.
Depende da data em que você se inscrever e do tipo de cobertura. No Mercado começa no dia primeiro do mês seguinte conforme o corte, e no Medicaid pode ser bem mais rápido.
Dá para recorrer, e há prazos específicos para isso. Me avise assim que acontecer: muitas negativas se resolvem com o papel certo e uma ligação a tempo.
Uma vez por ano, sem falta. Os planos mudam preços, redes e listas de remédios todo janeiro, e o que era perfeito este ano pode deixar de ser sem ninguém te avisar.
Não encontro essa pergunta Tente outra palavra, ou me escreva que eu respondo diretamente.
Estas respostas explicam como as coberturas funcionam em geral, não as condições de um plano específico nem uma recomendação para o seu caso. As regras e os valores são definidos a cada ano pelo governo federal, pelo seu estado e por cada seguradora, e convém confirmá-los antes de decidir. Não tenho vínculo com o governo dos Estados Unidos, com o HealthCare.gov nem com o programa Medicare. Não ofereço todos os planos disponíveis na sua área: para conhecer todas as suas opções você pode entrar em contato com Medicare.gov, com 1-800-MEDICARE ou com o Programa Estadual de Assistência a Seguro de Saúde (SHIP) da sua região.
Se a sua dúvida não está aqui, me pergunte
Não precisa saber como se chama o que você precisa. Me conte sua situação que eu coloco os nomes.